Centenas de milicianos pró-Indonésia permanecem no Timor
Díli, 15 (AE-AP) - O chefe da Força Internacional da ONU para Timor Leste (Interfet), o general australiano Peter Cosgrove, reconheceu hoje (15) que centenas de milicianos pró-Indonésia ainda estão no território.
Ele disse que cerca de 150 homens armados cruzaram a fronteira com Timor Oeste, na parte ocidental e indonésia da Ilha de Timor, e entraram em Liquisa, 20 quilômetros a oeste de Díli, a capital leste-timorense.
Hoje, a Interfet e a Indonésia entregaram à ONU relatórios com versões contraditórias sobre o confronto entre suas forças no domingo, que resultou na morte de um policial indonésio. O choque ocorreu na fronteira entre Timor Leste e a ex-colônia portuguesa. Ambas as partes se acusam de ter iniciado o conflito.
Em Genebra, o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos criou uma comissão de cinco especialistas para investigar atrocidades cometidas em Timor Leste. Depois que a população local aprovou a independência, num referendo em agosto, as milícias iniciaram uma campanha de terror. Há denúncias de massacres, mas por enquanto a ONU não encontrou provas.





