São Paulo- A proposta do governo de reserva de vagas nas universidades federais para alunos de escolas públicas prevê um sistema de cotas das cotas. Os negros e índios só serão beneficiados pelo projeto se tiverem cursado os três anos do ensino médio na rede estadual ou municipal. A proporção dos que terão direito à cota corresponderá à indicada pelo Censo 2000 do IBGE. A Bahia, portanto, que tem 74,9% de negros e pardos na população, será o Estado que oferecerá mais vagas para negros. Em São Paulo, 258 das 1.889 vagas nas federais irão para os negros e apenas 1 para os índios.
O projeto de lei, que será enviado na semana que vem ao Congresso, pede que, no mínimo, 50% das vagas em cada universidade federal seja reservada para estudantes de escola pública. E são esses 50% ou mais que serão redivididos para os negros e índios. O que sobrar fica para os brancos e amarelos. Santa Catarina é o Estado com a menor quantidade de negros (pardos e pretos), segundo o IBGE. Lá, há um total de 3.934 vagas em federais e 1.967 delas entrariam nas cotas. Mas só 180 e 55 vagas serão destinadas aos negros e índios, respectivamente.

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