O Ministério da Educação (MEC) está duvidando dos números apontados pelo censo escolar, a ser divulgado nesta semana. Segundo o censo, o número de estudantes matriculados no 1º grau entre 1996 e 1997 cresceu cerca de um milhão, quase duas vezes o aumento verificado em anos anteriores. O crescimento levantou suspeitas de que prefeituras podem ter aumentado os números, pois o censo servirá de base para a distribuição de verbas do ensino fundamental.
O MEC enviou técnicos a pelo menos 300 municípios para verificar os dados apresentados e fazer cortes naqueles onde as estatísticas não justificarem tecnicamente o número de matrículas. Os municípios foram escolhidos por apresentarem ‘‘distorções’’ em relação ao número de matrículas anterior. Assessores próximos do ministro Paulo Renato Souza se disseram surpreendidos pelos resultados do censo, ainda em fase final de consolidação.
Em 1996, as matrículas eram 29,4 milhões no Brasil e, segundo um dos principais assessores do ministério, o governo federal esperava um aumento de no máximo 2,5% ou de algo em torno de 700 mil novas crianças. Preparado financeiramente para participar com cerca de R$ 269 milhões no Fundo de Desenvolvimento do Ensino Superior, o ministério terá que ampliar para mais de R$ 500 milhões o gasto provocado pelo aumento no número de alunos.

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