Cenário da Saúde é de fila de consultas e falta de pessoal
O panorama da pasta foi apresentado pela secretária municipal Vivian Feijó, que foi empossada nesta quinta-feira (6), na AML
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quinta-feira, 06 de março de 2025
O panorama da pasta foi apresentado pela secretária municipal Vivian Feijó, que foi empossada nesta quinta-feira (6), na AML
Douglas Kuspiosz - Reportagem Local 

Ex-superintendente do HU (Hospital Universitário), a enfermeira Vivian Feijó assumiu, oficialmente, a Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (6), em um evento realizado na AML (Associação Médica de Londrina). Além de formalizar a entrada de Feijó na pasta, o encontro serviu para apresentar um panorama geral da rede pública de saúde de Londrina.
Um dos pontos mais preocupantes, segundo a secretária, é a fila de espera de especialidades, que atinge mais de 30% da população londrinense - cerca de 166 mil pessoas. São 28 mil pessoas esperando uma ultrassonografia ou um raio-x, que são exames considerados simples e baratos.
“A primeira coisa será a qualificação dessa fila, identificar essas pessoas. Em 30 dias, vamos, no Portal da Transparência, lançar um ícone onde o paciente que aguarda por uma consulta, procedimento ou cirurgia, vai registrar o interesse dele na vaga de acesso”, ressaltando que a Prefeitura está em contato com prestadores de serviço para ampliar o acesso desse serviço e zerar a espera. “Eu vou começar a enxugar a fila do ultrassom e do raio-x, que são procedimentos mais fáceis, de baixo custo e alta eficiência.”
A avaliação é que a fila de exames prioritários pode ser controlada em cerca de um ano, mas o cenário é mais complexo quando se trata das cirurgias - uma primeira solução virá pelo programa Opera Paraná, com investimento da ordem de R$ 10 milhões do Estado em cirurgias eletivas.
Outro problema apresentado é o déficit de mão de obra na Secretaria da Saúde. Faltam pelo menos 1,5 mil servidores. São cerca de 2,3 mil vagas ocupadas no momento e a Prefeitura tenta contratar 436 novos funcionários.
“A área da assistência é a mais defasada, que são enfermeiros, médicos e os próprios administrativos”, pontua Feijó, que ressalta que a pasta tem interesse na recomposição do quadro e na convocação dos aprovados em concursos passados. “Queremos entregar serviços de qualidade e isso perpassa o redimensionamento de pessoal.”
REDE CARINHO
A secretária anunciou para o dia 17 de março o início da Rede Carinho , que vai levar o atendimento pediátrico 24 horas para o PA (Pronto Atendimento) do Leonor, uma forma de desafogar o PAI (Pronto Atendimento Infantil).
“Já organizamos a unidade, através do abastecimento de medicamentos necessários, faremos o treinamento dos colaboradores, arrumamos a escala e, a partir do dia 17, terá uma escala de 24 horas”, explica. Serão dois médicos por turno, diariamente. “Depois que fizermos essa primeira ação, temos como meta ampliar para o União da Vitória.”
EM BUSCA DE VERBA
O prefeito Tiago Amaral (PSD) falou de buscar recursos nos governos estadual e federal para atender às demandas da área da saúde.
"Temos algumas estratégias para, inclusive, aumento do teto para prestadores de serviço do município [como os hospitais], que precisamos tratar com o governo federal", disse. "Vamos tratar caso a caso para que possamos fazer esse incremento e ajudar nossos hospitais a atender a população que realmente precisa."
Tiago também tratou como prioridade a recomposição da mão de obra, mas lembrou do rombo de R$ 300 milhões no Orçamento deste ano. A sinalização é que novas contratações virão a partir da equalização das contas públicas.


