Londrina – O tempo chuvoso atrapalhou ontem a movimentação nos cemitérios de Londrina. O Dia das Mães, segundo a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf), só costuma perder em quantidade de visitantes para o Dia de Finados, em novembro. A expectativa é que cerca de 80 mil pessoas passassem pelos 13 cemitérios da cidade, mas funcionários e vendedores ambulantes que atuavam no domingo em alguns destes locais acreditavam que o movimento havia sido muito menor.
No Cemitério São Pedro, no centro, conforme a administração, eram esperados em torno de 3 mil visitantes, mas até as 15h30 aproximadamente 500 pessoas haviam passado pelo local para prestar homenagens a entes queridos, em especial mães e avós. Já no sábado, o movimento mais forte, com cerca de 1,5 mil pessoas levando flores e velas a jazigos de familiares.
A aposentada Dirce de Souza, de 68 anos, aproveitou uma trégua da chuva para ir até o túmulo da mãe, falecida há 33 anos. "Desde que ela se foi venho visitá-la sempre no Dia das Mães. Tenho comigo que, se não vier, ela ficará aborrecida", comentou. Para Dirce, a data carrega muito mais do que o sentimento de saudade das mães que já partiram. "O Dia das Mães tem um simbolismo muito forte, é uma questão de tradição vir aqui", disse.
O carpinteiro Adélcio de Andrade, de 63, também fez questão de visitar o cemitério onde a mãe dele está sepultada desde 2000 - o Jardim da Saudade, na zona norte. "Acho importante vir visitar. Para mim, ela continua viva", observou.
O movimento fraco nos cemitérios foi sentido por quem trabalha na área. O pedreiro José Andrade, de 51, já previa que as visitações seriam menores. Ele contou que a demanda por reformas em túmulos no Jardim da Saudade caiu pela metade em comparação com o mesmo período do ano passado. Para os ambulantes que vendem flores nas imediações dos cemitérios, o faturamento poderia ter sido melhor. "Pela manhã, as vendas foram melhores. Mas vemos que a cada ano o movimento diminui", lamentou Gabriel Cândido.

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