Belo Horizonte, 23 (AE) - O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Morais, está estudando a demitissão de cerca de 400 funcionários da energética. A informação já foi passada para o governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), que pediu que a direção da empresa estudasse, até o final de agosto, outra alternativa. O presidente da Copasa, companhiade saneamebto do Estado, Marcello Siqueira também apresentou ao governador uma proposta de demissão de 200 funcionários. Itamar Franco solicitou que Siqueira fizesse o mesmo "estudo de alternativas" que foi pedido à direção da Cemig.
Morais argumenta que as demissões seriam feitas para equilibrar as contas da energética mineira, já que a Cemig fechou o primeiro trimestre do ano com um prejuízo líquido de R$ 314,9 milhões, ante um lucro líquido de R$ 71,5 milhões apurado no mesmo período do ano passado. A empresa optou por não diferir o impacto da desvalorização cambial, o que contribuiu negativamente para o resultado financeiro da companhia. A opção foi tomada levando em conta que, segundo a diretoria financeira da empresa, não haveria benefício fiscal se fosse utilizado o diferimento.
O presidente da Cemig acredita que com a demissão destes 400 funcionários poderia economizar cerca de R$ 440 mil por mês. Este total incluiria R$ 120 mil referente à soma de salários dos funcionários (em média de R$ 3 mil) mais R$ 320 mil em encargos. No caso da Copasa a argumentação é de que os cortes poderiam reduzir o atual "inchaço" nos quadros da estatal e trazer sobra de recursos para investimentos.

mockup