Belo Horizonte, 27 (AE) - Terminou agora há pouco a reunião do Conselho de Administração da Cemig, na qual foram aprovadas a operação de securitização de recebíveis e a assinatura do contrato com as empreiteiras para a construção da Usina de Aimorés. De acordo com o conselheiro Cláudio Gontijo, os sócios votaram contra os dois assuntos.
Segundo ele, a operação que foi aprovada prevê a securitização em 36 parcelas dos créditos da Conta de Resultados a Compensar (CRC) aos bancos Bozzano Simonsen e Primus. Com a operação, no valor de R$ 276,6 milhões, a Cemig irá antecipar o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As garantias do contrato serão as receitas da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Companhia de Mineração de Minas Gerais (Comig).
Cláudio Gontijo revelou também que o Conselho aprovou a formação do Engineering Project Construction (CPC), para a construção da usina de Aimorés. Com a aprovação, poderá ser assinado o contrato com as empreiteiras Queiroz Galvão, Voith e Siemens. A usina de Aimorés será construída no leste do Estado, na divisa de Minas com o Espírito Santo e terá uma capacidade instalada de 330 megawatts (MW), com investimentos previstos da ordem de R$ 330 milhões. O início das obras está previsto para janeiro do próximo ano e a conclusão para maio do ano 2002. O consórcio da Usina envolve a Cemig, com 49% de participação, CVRD (25,5%) e AES Força (25,5%).
Os conselheiros tiveram também uma apresentação sobre a rechecagem dos valores dos investimentos para os próximos cinco anos, que irão adequar as projeções de investimento ao fluxo de caixa da companhia. Os representantes da Southern, David Travesso Neto e Cláudio Salles , participaram da reunião, mas não falaram com a imprensa.

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