Brisbane, Austrália - Médicos de Brisbane começaram semana passada as primeiras experiências no mundo para tentar reparar a paralisia de um paciente a partir de células extraídas de seu nariz, anunciaram fontes médicas. Informaram ainda que o primeiro transplante de células regeneradoras olfativas para uma medula da espinha foi realizado no mês passado por uma equipe de cirurgiões dos hospital Princesa Alexandra de Brisbane.
Esses testes clínicos derivam das experiências realizadas com sucesso em ratos na Universidade Griffith de Brisbane. Os ratos recuperaram o movimento de suas patas.
As dificuldades para se conseguir células suficientes em apenas um indivíduo haviam impedido até o momento os testes em seres humanos. A equipe de Alan Mackay-Sim, da Universidade de Griffith, conseguiu resolver esse problema recuperando células nasais com uma anestesia local e multiplicando-as depois.
Nessa operação de teste, os cirurgiões injetaram 14 milhões de células olfativas em várias áreas afetadas da coluna vertebral do paciente voluntário. Os médicos esperam que as células enxertadas sirvam de ponte para permitir que os nervos da medula espinhal se desenvolvam através da região afetada.
Segundo Gary Evans, diretor da Fundação do hospital Princesa Alexandra, a operação durou 8 horas e foi um grande sucesso.

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