Como parte das celebrações em memória pelos 35 anos de falecimento de Madre Leônia Milito, centenas de fiéis participaram ontem à tarde da bênção dos carros em frente ao Santuário Eucarístico e da missa especial com Dom Orlando Brandes na Capela Mãe da Divina Providência, em fase final de construção.
Vítima de um acidente de trânsito fatal em 22 de julho de 1980, na BR-369, em Cambé, a religiosa nos últimos anos teve diversas graças relacionadas ao trânsito atribuídas a ela, e acabou sendo considerada em Londrina a padroeira da vida no trânsito. Fundadora da Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, Madre Leônia também passa por um processo de beatificação em Roma, que deve ser concluído em 2016.
O diácono Moacyr Doretto participa da bênção dos carros desde o início da homenagem, há quatro anos. "Sinto-me feliz e honrado em poder partilhar a graça de Deus com as pessoas e nos carros por meio da água benta e da intercessão de Madre Leônia", afirmou. Na fila de carros, Madalena Sarge, 61 anos, de São João do Ivaí (PR), aproveitou a visita à filha que mora em Londrina para receber a bênção especial. "Vi o cartaz sobre a bênção na rotatória da avenida (Madre Leônia Milito) e decidi vir. Este é o meu primeiro carro, que ganhei da minha filha, e considero um presente de Deus. Quero agora conhecer mais sobre a vida da madre. Os santos sempre têm coisas interessantes a nos ensinar", disse.
Segundo a irmã claretiana Lúcia Fátima Pereira, são inúmeros os depoimentos de graças atribuídas à Madre Leônia, não somente de "livramentos de acidentes", e que isso vem a reforçar a fé em seu poder de intercessão. "A bênção dos carros é uma forma concreta de trazer a memória dela para os dias de hoje e tornar a sua linda história de vida mais conhecida. Temos fé que em breve ela será beatificada e teremos a primeira santa londrinense", ressalta a religiosa.

Celebrações marcam 35 anos sem Madre Leônia
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GRATIDÃO

Voluntária no Santuário Eucarístico e na Paróquia Coração de Maria, Aparecida Cristina Braga, de 49 anos, exibe um sorriso de gratidão toda vez que fala da Madre Leônia e do milagre que ela considera ter vivenciado. Na semana do Natal do ano passado, ela foi atingida por uma caminhão desgovernado, na Avenida João Huss, enquanto dirigia um Uno Mile, e saiu ilesa.

"Dentro do carro, tinha a fitinha da madre, um adesivo e um chaveiro com sua imagem. Não tenho dúvida de que foi ela quem me protegeu. E, alguns dias antes do acidente, tive um sonho em que ela dizia que cuidava de mim como se fosse sua filha", recorda, emocionada.
O advogado e vereador Péricles Deliberador, de 52, também é devoto da Madre Leônia Milito desde que sobreviveu a um assalto à mão armada em que levou um tiro no coração e no rosto, em 22 de julho de 2003.

"Tenho uma prima que é irmã claretiana e, no segundo dia de internação, entregou uma imagem em papel da madre com uma oração para a minha esposa. Ela costumava colocar a imagem sob o meu coração e fazia a prece. Quando acordei do coma, 17 dias após o assalto, a primeira imagem que vi foi a da madre, que estava colada no aparelho que controla os sinais vitais na Unidade de Terapia Intensiva", lembra. "Não a conhecia até então, mas após a minha recuperação, que durou dez meses, minha família e eu nos dedicamos a divulgar a sua obra. Cremos que Deus é quem realiza os milagres, mas também cremos no poder dela de intercessão", destaca Deliberador.

Serviço:
As missas no Santuário Eucarístico (Av. Madre Leônia Milito, 575) acontecem diariamente às 7h (aos domingos, às 17h). Às quintas-feiras, às 17h e às sextas-feiras, às 15h, acontece a "Missa da Saúde"

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