Com a igreja lotada e muito entusiasmo dos fiéis, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, localizada no Núcleo João Paulo I, em Apucarana, promoveu na noite de anteontem uma missa afro, com exaltação à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A celebração, com ritmos, danças e cânticos de origem africanos, foi acompanhada por tambores que substituíram o badalar dos sinos. Além disso, a água usada para lavar as mãos recebeu o alecrim, símbolo da purificação na África.
A missa foi iniciada com a entrada do padre José Roberto Resende e demais celebrantes, trajados com vestes multicoloridas, ao som de berimbaus e atabaques e sob o aplauso ritmado dos fiéis. Junto também encaminharam-se ao altar vários garotos gingando ao ritmo da capoeira.
Segundo o padre Resende, que é negro e principal difusor da celebração afro, incentivado pelo dispo diocesano de Apucarana, dom Domingos Gabriel Wisniewiski, este tipo de missa tem o objetivo de resgatar a cultura negra, valorizando a contribuição que o povo africano trouxe à sociedade brasileira.
Um dos momentos marcantes foi a entrada da imagem de Nossa Senhora Aparecida ao som de ritmos afros.
A Paróquia Nossa Senhora de Fátima celebrou pela quarta vez nos últimos dois anos a missa afro, sempre com a igreja lotada. ‘‘Faço minha as palavras do saudoso dom Helder Câmara: nada de escravos do passado serem senhores de escravos no amanh㒒, disse padre Resende. (Maurício Borges, de Apucarana)