Celas superlotadas podem ter motivado fuga de 11 presos
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa quer pedir a interdição da carceragem do 7º Distrito Policial de Curitiba. Em visita à unidade, na semana passada, para verificar a situação de um dos presos, os deputados se depararam com celas superlotadas e más condições de higiene. A superlotação pode ter motivado a fuga de 11 presos, na última sexta-feira. Eles escaparam por um buraco aberto em uma das paredes. Até a tarde de ontem, nenhum deles havia sido recapturado.
Segundo o secretário da Comissão de Direitos Humanos, Osni Calixto, no dia da visita, o 7º DP abrigava 138 detentos na carceragem que tem capacidade para 40. Ontem, a carceragem tinha 108 presos. O relatório, que deverá ser entregue hoje à Secretaria de Estado da Segurança Pública, adiantou ele, denuncia a falta de banheiros nas celas e a presença de presos com doenças infecto-contagiosas dividindo a mesma cela com os demais.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou que, a exemplo de outros distritos policiais, a carceragem do 7º DP, também, deverá ser desativada, assim que houver disponibilidade de novas vagas em unidades provisórias do sistema penitenciário. Atualmente, apenas o 7º, 11º e 12º distritos continuam recebendo presos.
Visita - Os deputados José Domingos Scarpelini (PSB), presidente da Comissão de Direitos Humanos, Tadeu Veneri (PT), Elza Correia (PMDB) e Luiz Carlos Martins (PDT) estiveram no 7º DP, na última quinta-feira, para visitar Silas de Almeida, 20 anos. Ele é um dos três rapazes que teriam sido presos, injustamente, acusados de participar do assalto a um mercado no bairro Santa Cândida, no dia 27 de dezembro, onde foi morto o policial militar Luiz Carlos Anísio, 32 anos.
Almeida foi transferido para o Centro de Triagem, em Piraquara, onde está o outro acusado: Éderson de Miranda Rosa dos Santos, 18 anos. O terceiro envolvido é um adolescente de 17 anos, que está na Delegacia do Adolescente. O Ministério Público (MP) estadual já ofereceu denúncia à Justiça contra os dois maiores e uma representação por ato infracional contra o adolescente.
Calixto adiantou, ainda, que um relatório que busca apontar os supostos equívocos na prisão dos três deverá ser entregue, hoje, ao Tribunal de Justiça (TJ), ao governador Roberto Requião (PMDB) e à Secretaria de Segurança.


