Rio, 01 (AE) - A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG) inaugurou hoje o primeiro posto de gás natural veicular (GNV) com bandeira própria, no Rio. O investimento no maior posto de GNV da América Latina, segundo a empresa, foi de cerca de R$ 2 milhões. O presidente da CEG, José Antonio Guillén
informou que o plano da empresa é abrir, no ano que vem, mais três ou quatro postos de GNV na região metropolitana do Rio, além de dois ou três no interior, "para desenvolver o mercado". Além disso, tem contratos com 22 postos de companhias distribuidoras para fornecer o combustível.
"O GNV tende a substituir o álcool", aposta o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer. O governo estadual tem um projeto de reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas bombas e compressores, hoje de 18%. De janeiro até agora, o número de postos de GNV no Rio cresceu de 18 para 22. Segundo Victer, mais 25 serão abertos até o primeiro semestre de 2000. "O Estado vai consumir mais de 50% do GNV do Brasil", disse.
As vantagens do GNV, explicou o secretário, são, entre outras, a maior arrecadação de ICMS (porque o imposto é cobrado no local de consumo) e custa 60% menos para o consumidor. A conversão de um veículo para gás natural custa entre US$ 850 e US$ 1,5 mil. Mas, segundo o Chefe de Serviço de Novas Aplicações de Gás da CEG, Almo Magalhães, em seis meses o taxista consegur recuperar o capital, em função da economia.

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