CEF vai recorrer para manter serviços em lotéricas
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sexta-feira, 15 de agosto de 2003
Renato Andrade<br> Agência Estado 
Brasília - A Caixa Econômica Federal (CEF) vai recorrer da decisão proferida pela Justiça no Rio Grande do Sul, que proibiu a prestação de alguns serviços bancários pelas lotéricas em todo o País. O objetivo da Caixa é obter na Justiça uma suspensão da decisão da juíza da 6 Vara Federal de Porto Alegre (RS), Ana Inês Algorta Latorre, que determinou a paralisação dos serviços que vinham sendo prestados pela Caixa nas lotéricas.
''Com esse recurso, a Caixa busca evitar que a decisão traga desconforto para as pessoas que usam os serviços das lojas de loteria, em especial as famílias de menor renda, que não têm bancos em áreas próximas de suas residências e são as principais usuárias desse serviço'', informou a Caixa em comunicado divulgado ontem.
A decisão da juíza foi tomada na semana passada e impede as lotéricas de prestarem serviços como o saque ou depósito em conta corrente e poupança e o pagamento de benefícios previdenciários, entre outros. A sentença proferida não afetou, entretanto, o pagamento de contas como água, luz e telefone por meio das lotéricas.
Na avaliação da Caixa, as 9 mil lotéricas que existem hoje no País já se transformaram em centros de prestação de serviços para a população. Pelos cálculos feitos pela instituição, somente em julho mais de 285 mil pessoas receberam suas aposentadorias e pensões via lotéricas. Os pagamentos de PIS e abono salarial feitos na primeira semana de agosto nas lojas de loteria no País atingiram mais de 211 mil pessoas.
A decisão de proibir esse tipo de prestação de serviço foi tomada pela juíza com base em aspectos de ''segurança''. No entender da juíza, a posição de correspondente bancário das lotéricas acaba se transformando num ''chamariz para os assaltantes''.


