CEF vai investir R$ 900 mi em projeto de recuperação de imóveis
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terça-feira, 04 de maio de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 05 (AE) - A Caixa Econômica Federal (CEF) vai investir este ano R$ 900 milhões dos R$ 3 bilhões já disponíveis para projetos de construção e recuperação de imóveis para famílias com renda até seis salários mínimos. A meta é iniciar a construção ou reforma, até dezembro, de 60 mil imóveis no Rio e o dobro disso em São Paulo, para entrega em sistema de leasing, com quitação no prazo médio de 15 anos. Em São Paulo, prédios deteriorados, localizados em áreas valorizadas, como a chamada Cracolândia e o bairro de Campos Elíseos, ambos na região central da cidade, estão incluídos na primeiro lote de imóveis do Programa de Arrendamente Residencial (PAR).
O presidente da Caixa, Emílio Carazzai, teve duas reuniões hoje, uma no Rio e outra em São Paulo - os dois primeiros Estados beneficiados pelo programa - para discutir com representantes dos governos estaduais e das prefeituras das duas capitais os aspectos técnicos do programa. A partir de segunda-feira, engenheiros da CEF iniciarão a identificação das áreas e a previsão é de que os primeiros contratos sejam assinados com empreiteiras dentro de dois meses.
Segundo Carazzai, está em estudo estender o desenvolvimento de projetos também a cooperativas e organizações não-governamentais (ONGs), estas últimas para casos como a recuperação de imóveis históricos que foram transformados em cortiços. "A entrega dos imóveis vai depender da velocidade de apresentação dos projetos, mas este programa é muito mais simples do que os oferecidos até agora às famílias de baixa renda", diz o presidente da Caixa.
Os arrendatários não terão de pagar entrada, sinal ou qualquer outra parcela comumente exigida em financiamento de imóveis, apenas uma prestação mensal, inferior a aluguéis cobrados para imóveis do tipo. Caso deixe de pagar a prestação por dois meses consecutivos, a unidade será retomada pela Caixa, sem qualquer ressarcimento de parcelas pagas. "Não haverá o que devolver, porque a prestação terá a mesma forma de um aluguel", comenta Carazzai. A diferença é que ao final do prazo, a Caixa transfere para o arrendatário a titularidade do imóvel.


