CEF tem R$ 1 bi para financiar capital de giro a microempresa
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quarta-feira, 14 de abril de 1999
Por Soraya de Alencar 
Brasília, 15 (AE) - As micro e pequenas empresas de todo o País terão R$ 1 bilhão da Caixa Econômica Federal (CEF) para o financiamento de capital de giro este ano. Hoje, em Brasília, os presidentes da CEF, Emílio Carazzai, e do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, assinaram convênio com o objetivo de facilitar o acesso das empresas aos programas Micro-Giro e Caixa-Giro.
Podem obter o financiamento com os recursos do Micro-Giro as empresas com o prazo mínimo de um ano de funcionamento e faturamento bruto anual até R$ 250 mil. Para obter o financiamento do Caixa-Giro, o faturamento da empresa deve ser de até 750 mil no ano. Nos dois casos, o valor máximo do empréstimo concedido individualmente será de R$ 30 mil.
O prazo para o pagamento da linha de crédito pode ser de quatro a doze meses ao custo correspondente a Taxa Referencial mais 1% ao mês.
Bens dos próprios sócios das empresas, segundo Couri, podem ser oferecidos em garantia à operação. O trabalho do Simpi será o de formular os projetos a serem apresentados à Caixa junto com os micro e pequenos empresários.
Embora o convênio tenha sido assinado pelo sindicato paulista, Couri destacou que a preocupação do Simpi é com a geração de emprego, daí a decisão de estender a assessoria na formulação do projetos para empresas de todo o País. Empresários de outros estados poderão, assim, consultar o Simpi na preparação de seu projeto.
Os recursos do programa são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Sebrae e da própria Caixa.
A idéia, segundo o presidente do Simpi, é que o prazo entre a apresentação do projeto no sindicato e a liberação do dinheiro pela Caixa seja de, no máximo, doze dias. Nos últimos dois meses, o sindicato e a Caixa tocaram um projeto-piloto com recursos do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger).
Couri assegurou que foram aprovados 50 projetos no valor máximo de R$ 50 mil cada um enquanto o prazo de doze dias foi cumprido em todos. Segundo ele, os recursos atenderam, igualmente, a micro e pequenos empresários.
Saneamento - A CEF estuda a implantação de programas de saneamento financeiro para ajudar micro e pequenas empresas que estejam comprometendo seus ganhos no pagamento de créditos e encargos cobrados por bancos privados.
Segundo explicou o presidente da CEF, a idéia é atuar como um intermediário nas negociações com estas empresas e as instituições privadas. Ou seja, a Caixa poderá comprar do banco privado a dívida do empresário, mas mediante um deságio.
De acordo com Carazzai, o programa tem o apoio do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, e já foi discutido com o ministro da Fazenda, Pedro Malan.


