CEF financia computador para professsores estaduais
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segunda-feira, 05 de julho de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 06 (AE) - A Caixa Econômica Federal (CEF) abriu hoje uma linha de crédito que permitirá a professores e servidores das redes públicas estaduais de Educação comprar computadores para uso pessoal. O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) acredita que um funcionário poderá comprar um computador, impressora, scanner e um estabilizador pagando pouco mais de R$ 100,00 por mês, valor que será debitado na folha de pagamento.
A nova linha de crédito é resultado de um acordo entre a Caixa e o Consed. Para garantir aos seus funcionários o acesso ao empréstimo, a Secretaria Estadual de Educação deve assinar um termo aditivo ao convênio firmado entre a CEF e o conselho. Podem pedir o empréstimo todos os professores do ensino infantil
fundamental e médio da rede estadual e os funcionários ligados à secretaria. Também podem ser beneficiados professores de universidades estaduais.
A taxa de juro será de 3% ao mês para o pagamento em 24 meses e de 3,5% para financiamento em 30 meses. O profissional deve ter mais de um ano de serviço efetivo na rede pública e seu salário deverá ser, em média, três vezes superior ao valor da prestação.
O presidente do Consed, Éfrem Maranhão, disse que a entidade fez um levantamento do mercado e vai distribuir nas redes estaduais de educação informes sobre os menores preços encontrados. Uma das empresas, disse Éfrem, oferece o kit por cerca de R$ 1.900. Considerando que o custo para o professor fique em R$ 2.000,00, a prestação mensal seria de R$ 116,52, para pagamento em 24 meses. Para chegar a este cálculo, a CEF considerou o pagamento de IOF e da taxa de abertura e de seguro de crédito.
"As taxas estão baixas", afirmou o diretor comercial da CEF, Fernando Carneiro. A taxa normal do cheque especial é de 7,5% ao mês e, no crédito direto ao consumidor, de 4,4%. A Caixa tem a vantagem de não sofrer com atrasos no pagamento por causa do desconto em folha.
Até hoje apenas os professores de Pernambuco e Goiás podiam usar o crédito porque foram escolhidos para a experiência-piloto. "Mas nossa intenção é de que todos os Estados façam o termo aditivo", afirmou o presidente do Consed. Segundo ele, a intenção é garantir ao professor acesso à tecnologia necessária a seu aprimoramento.


