Cedae ameaça processar ex-gerente da Lagoa e diz que não pagará multas
Cedae ameaça processar ex-gerente da Lagoa e diz que não pagará multas9/Mar, 21:25 Por Adriana Ferreira Rio, 09 (AE) - O presidente da Companhia Estadual de águas e Esgoto (Cedae), Alberto Gomes, disse hoje que a empresa vai processar o biólogo Mário Moscatelli por calúnia e difação. Moscatelli, ex-gerente do programa estadual de recursos naturais da Lagoa Rodrigo de Freitas, acusa a Cedae de não fiscalizar as ligações de esgoto clandestinas que poluem a lagoa, no Rio. "Nunca recebi denúncia de Moscatelli", disse Gomes. "Ele está usando tudo isto como palanque, para promoção pessoal", acusou. Amanhã (10) o presidente da Cedae vai se reunir com o governador do Rio, Anthony Garotinho para discutir gastos e custeio da companhia. Gomes disse que vai propor a destinação de mais R$ 40 milhões para obras na rede de esgotos da zona sul. A previsão de investimentos da Cedae para este ano é de R$ 250 milhões. O presidente da Cedae chamou de "covarde" a atitude de Moscatelli de pedir demissão do seu cargo no governo do Estado. "É mais fácil jogar pedra do que ser a vidraça", acusou. "Em vez de ficar acusando, ele deveria ficar e colaborar nos nossos projetos de saneamento", afirmou, acrescentando que Moscatelli nunca apresentou as suas denúncias à presidência da Cedae. Multas - Gomes afirmou ainda que a companhia não vai pagar as multas recebidas da Prefeitura. "Pagar multa é brincadeira, não vamos desviar nossos recursos para isto", observou. Segundo ele, até o final deste ano serão gastos R$ 40 milhões, que incluem a recuperação do emissário (orçado em R$ 29 9 milhões) e a substituição do tronco do Jardim de Alah, das duas tubulações da Avenida Visconde de Albuquerque e da Avenida Niemeyer, todas no Leblon, zona sul. São tubulações com cerca de 10 a 15 anos de vida, tempo considerado limite para funcionamento de um sistema. De acordo com o presidente da Cedae as obras deverão começar quando terminar o verão. A Cedae já contratou a firma CIM - Saneamento Industrial S.A para fazer a vistoria em galerias pluviais, rastreando as ligações clandestinas de esgoto. "Não fizemos essa fiscalização antes porque a prefeitura, até hoje, não tinha dado permissão para entrarmos nas galerias de águas pluviais", informou Gomes. O serviço é feito com um robô, que tem uma câmera que filma o interior da tubulação e, com isto, permite que seja encontrada qualquer irregularidade. O trabalho custará à Cedae R$ 564 mil. //FIM/RGR/REDAEGER/





