Ceasas interrompem vendas no Paraná
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 28 (AE) - As Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa) praticamente pararam o trabalho hoje em razão da greve dos caminhoneiros. Na Ceasa de Curitiba, foi vendido apenas 20% do volume normal, enquanto em Londrina e Foz do Iguaçu muitos boxes permaneceram fechados. Os produtores prevêem que os prejuízos devem continuar pelo menos até a próxima semana
quando as verduras que duram mais tempo para se deteriorar estarão no mercado, provocando excesso de mercadoria e baixa no preço.
De acordo com um dos coordenadores da manifestação no Paraná, André Felisberto, cerca de 95% dos caminhoneiros do Estado estavam parados em dezenas de pontos de bloqueios nas rodovias federais e estaduais. Ele admitiu que estava havendo alguns "exageros" por parte de alguns dos grevistas. "Peço apoio dos motoristas, mas às vezes não dá", disse.
Entre os exageros estava a retenção de caminhões com produtos perecíveis. Na BR-116, próximo ao Ceasa de Curitiba, alguns feirantes iam até os caminhões estacionados para pegar as mercadorias. Os grevistas prometeram que iriam começar a revistar os automóveis e ônibus para não permitir que eles transportassem os produtos dos caminhões. Alguns motoristas de caminhões com produtos perecíveis acusavam os manifestantes de apedrejarem aqueles que tentavam furar os piquetes.
O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná informou que caso a greve dos caminhoneiros perdure até a tarde de amanhã pode começar a faltar gasolina, óleo diesel e gás de cozinha em Londrina e outros municípios do norte. Também há risco de faltar combustível para os aviões que utilizam o aeroporto da cidade. No noroeste do Estado também há risco de falta de combustível, pois os caminhões carregados estão parados há mais de 48 horas e os estoques já começam a acabar.


