Ceasas do Estado registram queda no volume de vendas
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2001
Emerson Cervi De Curitiba 
O movimento nas Centrais de Abastecimento de Hortifrutigranjeiros (Ceasas) do Paraná caiu no início dessa semana. Mas na Região Metropolitana de Curitiba e cidades ontem existem Ceasas como Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel a possibilidade de desabastecimento é baixa, segundo o diretor-presidente da Ceasa em Curitiba, José Lupion. Há risco de redução no fornecimento dos produtos em cidades mais distantes dos centros de distribuição.
A sugestão de Lupion é que os varejistas utilizem vias urbanas para comprar hortifrutis na Ceasa. Em Curitiba abrimos o portão dos fundos e os compradores estão usando ruas urbanas para entrar e sair da central, sem precisar passar pelas rodovias.
Na segunda-feira, primeiro dia da greve, o movimento na Ceasa de Curitiba foi de 1,7 mil toneladas de produtos. O normal seria 2,1 mil toneladas. A queda de 40% deve-se em grande parte à ausência de compradores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os compradores de distâncias maiores estão com receio de ficarem presos nas rodovias com a mercadoria e por isso não saíram de casa, explica Lupion.
Ontem, dia em que normalmente são movimentados 1,6 mil toneladas de produtos na Ceasa de Curitiba, as vendas ficaram em 700 toneladas. Queda de mais de 50%. Os fornecedores da Ceasa que carregaram em São Paulo não tiveram problemas para fazer a entrega na Central. Já os fornecedores do interior do Paraná e de São Paulo, que utilizam a BR-277, ficaram presos em Ponta Grossa ou preferiram não fazer o transporte. Cerca de 90% dos caminhões que estavam na Ceasa hoje (ontem) era de pequeno porte e com destino à própria região metropolitana, explica o diretor-presidente.
O número de agricultores que ofertam hortifrutis na Ceasa de Curitiba não caiu muito. Ontem, 211 dos 230 produtores estavam na central de abastecimento. Curitiba tem um grande cinturão verde e não vai faltar produto para os varejistas, diz.


