Ceasa monta estoque em Foz
Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Temendo que a situação de desabastecimento total gerada pela greve anterior dos caminhoneiros, ocorrida em julho, se repetisse, a unidade das Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa) em Foz do Iguaçu montou ontem um estoque de frutas e legumes. Ao saber da nova paralisação, os atacadistas encomendaram um volume de produtos cerca de 40% maior que o normal 700 toneladas, em vez das 500 toneladas recebidas em dias normais.
Segundo Alcindo Milhorança Júnior, presidente da associação que reúne os 80 atacadistas da unidade, o estoque seria suficiente para dois dias. Não podemos acumular muita quantidade porque a maioria dos produtos é perecível e dura até dois dias, explicou Milhorança Júnior. Somente não foram montados estoques de verduras que precisam ser vendidas no dia da colheita, como a alface.
Por falta de produtos, a Ceasa de Foz a terceira maior do Estado, atrás das de Curitiba e Londrina ficou fechada durante os quatro dias da greve anterior, ocorrida entre 26 e 29 de julho. Os caminhões carregados não conseguiam furar os diversos bloqueios entre os centros produtores e Foz do Iguaçu, localizada no Extremo-Oeste do Estado.
A cidade foi a que mais sofreu no Paraná com o desabastecimento de produtos. Com a greve, os atacadistas contabilizaram um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão. Isso porque, no fim da greve, os produtos já estavam estragados.





