São Paulo, 26 (AE) - A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) e o Banco do Brasil (BB) assinaram há pouco um convênio de parceria para comercialização de produtos agropecuários por meio do Leilão Eletrônico, que opera em 29 Bolsas de mercadorias do País. Dentre as commodities que serão negociadas estão o açúcar, algodão, café, milho, soja e trigo.
Segundo o diretor de Negócios Rurais e Agroindustriais do BB, Ricardo Alves da Conceição, a instituição terá na parceria o papel de estreitar a distância entre o produtor e o sistema moderno de comercialização.
Com isso, o volume de negócios do leilão, que já comercializou -- desde 94, quando foi criado --, 18 milhões de toneladas de produtos agropecuários, totalizando R$ 4 bilhões, será acrescido de 1,3 milhão de toneladas de alimentos, que é a capacidade de armazenagem do Ceagesp. O presidente da Ceagesp, Fuad Nassif Ballura, espera que o convênio venha diminuir a ação dos atravessadores, tornando o preço do produto o mais justo possível. "O Leilão Eletrônico vai tornar a comercialização dos produtos mais transparente e aumentar a capacidade de negociação do produtor", explicou Ballura.
Segundo o presidente da Ceagesp, o acordo é mais um passo no sentido de reestruturar a empresa antes da privatização. "Essa e outras medidas que estamos adotando internamente só vêm contribuir para agregar valor à empresa, antes da sua privatização", disse Ballura. De acordo com ele, a Ceagesp aumentou de 20% para 60% o seu índice de ocupação dos armazéns, de 96 para cá. Isto porque -- disse ele -- a empresa adaptou-se à nova vocação agrícola do Estado, que está fortemente baseada na cana-de-açúcar. Segundo ele, a empresa também vem, nesse período, procurando novos clientes. Antes disso -- explicou Ballura --, a Ceagesp armazenava, prioritariamente, soja, milho, trigo e arroz em casca, entre outros alimentos.
O agricultor que estiver interessado em vender seu produto por meio do Leilão Eletrônico deverá autorizar a Ceagesp a disponibilizar sua produção via leilão, determinando um preço mínimo de comercialização. O produtor poderá acompanhar o processo de venda nas 50 salas de agronegócios do BB ou em qualquer agência da instituição, via on line.
A expectativa do presidente da Ceagesp é que o serviço passe, primeiramente, por um período de adaptação, antes de se tornar um sucesso. "O produtor tem uma certa resistência a processos novos, principalmente eletrônicos, mas com o tempo descobrirá as inúmeras vantagens que o sistema oferece", disse Ballura. Segundo ele, no futuro, os hortifruti também poderão se agregar à rede de comercialização do Leilão Eletrônico.

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