As obras do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR), na zona sul de Londrina, já estão praticamente concluídas mas o sistema de monitoramento por câmeras não será instalado até a inauguração, que ainda não tem data para ocorrer. Na tarde de ontem, a vistoria das instalações foi feita apenas pela Secretaria de Estado de Obras porque o representante da Secretaria de Estado de Justiça (Seju) não compareceu.
Segundo o coordenador de Obras da Secretaria de Obras, Frederico Pimpão, faltam apenas ''alguns detalhes'' para que a empreiteira responsável pela construção conclua o serviço. Operários trabalhavam em pequenas soldas, pinturas, limpeza geral e consertos como vazamentos e infiltrações. O que não vai ficar pronto será a instalação das câmeras de vídeo para monitoramento dos presos à distância. Isso vai acontecer porque o governo pretende adquirir, numa mesma compra, os equipamentos suficientes para serem instalados em todas as sete novas unidades previstas para serem inauguradas neste ano.
De acordo com Pimpão, a visita deveria contar com a presença de um engenheiro da Seju. Como ele não compareceu, uma nova vistoria deverá ser realizada na próxima semana. O engenheiro argumentou que os atrasos aconteceram em função de necessidades que não constavam no projeto original mas que acabaram surgindo após a entrada em funcionamento da unidade de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.
Para a Secretaria de Obras, o prédio do CDR tem todas as condições técnicas para preencher com segurança todas as 960 vagas. Os 11 mil metros de construção comportam três blocos de três andares com 260 celas (96 são individuais), mais pátios para banho de sol, enfermaria, sala para visitas íntimas, barracões de laborterapia, salas para visitas de familiares e advogados, além da parte que abrigará a administração da unidade.
A conclusão da obra sofreu inúmeros adiamentos desde o início em março de 2005. A expectativa é tudo fique pronto dentro de duas semanas. Até o momento, não há prazo estipulado para que comece a receber presos. O governo investiu R$ 11,5 milhões na construção.
A assessoria da Seju foi procurada pela reportagem mas ninguém foi localizado para falar sobre o assunto.

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