Curitiba- A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Assembléia Legislativa do Paraná deverá realizar dentro das próximas semanas audiência com os ministros Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, e Paulo de Tarso Vanuchi, dos Direitos Humanos, e um encontro público em parceria com a CDH da Câmara Federal. Nestas reuniões, será discutida a situação do menino Giusepe, de 10 anos, filho da funcionária pública Olga Cecília Lesniovski, de Curitiba.
Em janeiro de 1999, Olga e o marido se separaram e ela ficou com a guarda de Giusepe. A Justiça estabeleceu que o menino faria visitas regulares ao pai, residente na Inglaterra. Segundo Olga, na primeira visita, em 4 de fevereiro de 1999, Giusepe foi raptado pelo pai. Desde então, a funcionária pública não viu mais o filho.
O processo encontra-se na 1 Vara de Família de Curitiba. A Justiça decretou a busca e apreensão do menino. A determinação ainda não foi cumprida. ''Até onde pude acompanhar, meu filho estava na Inglaterra. Mas depois não tive mais informações. Não tive mais contato com ele'', lamenta Olga.
Ela critica a demora no cumprimento da decisão judicial e argumenta que as autoridades brasileiras não tomaram as medidas diplomáticas necessárias para que Giusepe voltassse ao País. ''A Justiça no Brasil é muito elitista. Se você não tem uma certa condição de vida, as coisas não andam. Na Europa, elas funcionam. Os órgãos e instituições que se dizem responsáveis no Brasil não tomam nenhuma atitude'', afirma a funcionária pública.
''No mês que vem, completam-se sete anos desde que meu filho foi levado. Eu e ele perdemos todo esse tempo. Ele, de ser meu filho, e eu, de ser a mãe dele. Quero ter a oportunidade de contar a verdade a ele. Para que ele saia desse mundo de mentiras onde o colocaram'', desabafa.

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