A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina entra hoje com ação de indenização por danos morais e pedido de pagamento de pensão para os familiares de César Jorge Estevam, 32, morto em maio de 2007 enquanto esperava o Sistema Único de Saúde (SUS) fornecer medicamento de alto custo. O paciente sofria de doença que provocava insuficiência respiratória grave.
O advogado Jorge Custódio argumenta que devido ao estágio da doença as drogas disponíveis não tinham mais eficácia. Provocada sobre a questão, a 17 Regional de Saúde teria se negado a fornecer o medicamento, alegando que não constava da lista de medicamento fornecidos pelo Estado.
Por conta da batalha jurídica que se desenrolou, o paciente só iniciou o tratamento em abril de 2006, quase um ano após receber a indicação, e teve melhoras. O Estado interveio e teria suspendido o fornecimento no início de 2007. O quadro se agravou e Estevam faleceu em 26 de maio de 2007.
O chefe da 17 Regional estava em um congresso em Gramado (RS) ontem e não concedeu entrevista.

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