CCPs reagem às críticas
No Paraná, a acusação genérica de que os conciliadores estariam sob suspeita por cobrarem os respectivos percentuais sobre as indenizações, resultando disto um grande negócio, foi recebida com surpresa e indignação por parte dos conciliadores e câmaras intersindicais. Não há custo algum para o trabalhador, afirma Donizal Lopes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná, que integra a Conciplast e a Confipar, comissões de conciliação prévia instituídas juntos aos sindicatos patronais para atender aos trabalhadores da indústria de plástico e das indústrias químicas e farmacêuticas.
Segundo ele, existe uma convenção coletiva e regulamentos de ambas as comissões intersindicais para provar que todas as taxas e custeio das despesas são pagos pelas empresas (de R$ 30 até o máximo de R$ 500). Lopez explica que há casos em que o trabalhador constitui advogado e lhe paga honorários, mas isto é normal e em nada difere do que ocorre nos acordos celebrados na Justiça do Trabalho. Não perguntamos ao trabalhador quanto ele paga de honorários ao seu advogado, pois isto não diz respeito aos conciliadores.
Segundo nota distribuída pelo sindicato, calcula-se que hoje existam mais de 200 mil processos acumulados no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e que, para solucioná-los, isso levaria cerca de cinco anos. Para auxiliar a Justiça do Trabalho nesta questão, existem os órgãos intersindicais de conciliação prévia trabalhista, criados pelos sindicatos exatamente para permitir soluções mais rápidas das questões trabalhistas mediante acordo extrajudicial, ou seja, antes do ajuizamento da ação na Justiça do Trabalho.





