CCL tem terapia antitabagismo
Detento fumante é prisioneiro duas vezes: por estar confinado atrás das grades e porque usa a fumaça do cigarro para buscar uma fagulha de liberdade mas acaba se trancando no vício. A psicóloga da Casa de Custódia de Londrina (CCL), Sara Prates Gonçalves da Silva, que desenvolve um trabalho de conscientização entre os funcionários e internos, diz que é extremamente complicado conseguir que o preso mantenha a abstinência.
Ela atua tentando mostrar ao preso que o cigarro é uma droga tão traiçoeira quanto as demais e que provoca sérios danos à saúde. Outra forma de abordagem é tentar ''substituir o cigarro pelo respeito''. Atualmente, apenas 10 presos entre os mais de 400 encarcerados na CCL seguem regularmente o tratamento. Ela lamenta que em virtude da alta rotatividade de presos, é dificil dar continuidade ao programa já que são poucas as prisões que têm uma preocupação de combater o fumo. ''Acredito que se tivesse continuidade, o preso se organizaria'', avalia a psicóloga.





