CBPO divulga nota contestando superfaturamento em SP
São Paulo, 13 (AE) - A CBPO Engenharia Ltda, do Grupo Odebrecht, acaba de divulgar nota refutando as denúncias divulgadas ontem pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, nas quais um ex-funcionário da empresa, não identificado, a vincula a um esquema de superfaturamento de obras municipais em São Paulo e pagamento de propinas ao ex-prefeito Paulo Maluf e seu então secretário de Obras, Reynaldo de Barros. Segundo a CBPO, as denúncias são infundadas. Eis, na íntegra, a nota da empresa: "As denúncias feitas na imprensa contra a CBPO, sobre hipotéticas ilegalidades contratuais, apresentadas por suposto ex-funcionário da empresa (que não se identifica), além de infundadas, não deixam margem a defesa ou contestação porque são superficiais e procuram fazer vinculação entre práticas contratuais legais e regulares com supostos atos de corrupção que desde já contestamos com veemência.
À vista do pouco que foi informado, e para evitar que uma impressão de omissão possa ser tomada como declaração de culpa, temos a esclarecer que: 1. A sistemática do reajuste analítico (fator K) é prática legal utilizada em vários contratos sob regime de empreitada com duração superior a um ano. 2. O contrato em apreço foi iniciado em 1987 e encerrado em 1996
fase do pico de inflação no País. Não é admissível confundir distorções provocadas pela inflação com superfaturamento. 3. A Empresa trabalhava à época com centenas de subempreiteiros e fornecedores em suas várias obras. é política da CBPO avaliar previamente a regularidade dos registros legais e da quitação de impostos de todos aqueles que lhe prestam serviços. Pelo que pudemos apurar até aqui, nada havia de irregular em relação à subempreiteira citada nas matérias. 4. De qualquer modo, são incabíveis e inaceitáveis as vinculações que o denunciante pretende supor como evidentes, entre reajuste analítico, subempreiteiros e alegados pagamentos a quem quer que seja. A CBPO espera ver neste momento esclarecida sua posição de repúdio à denúncia e conta em ver desmascarado seu autor, para aí, muito provavelmente, trazer á tona os interesses ocultos pelo anonimato. No contexto atual das informações e de modo a evitar que temas de cunho técnico e jurídico possam ter outro tipo de utilização, voltará a se pronunciar apenas perante as autoridades apropriadas, se e quando convocada."





