CBE expande produção para garantir matéria-prima à Basf
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2000
por Viviane Mottin 
São Paulo, 28 (AE) - A Companhia Brasileira de Estireno (CBE), 100% sob controle da Unigel, de capital nacional, entrou em acordo com a Petroquímica União (PQU), central de matérias-primas do pólo petroquímico de Capuava (SP). A PQU, que prepara a expansão da sua capacidade para 550 mil toneladas (t) ao ano, vai fornecer os insumos etil e benzeno, derivados do petróleo, para que a CBE consiga mais do que duplicar sua produção de monômero de estireno, das atuais 120 mil t/ano para 350 mil t/ano.
Essa produção é importante porque a partir dela o plano de expansão de produção de poliestireno (PS, plástico dos descartáveis), anunciado pela Basf, em novembro, poderá ser colocado em prática nos próximos dois anos. O diretor superintendente da CBE, Jean Brosen, afirma que o projeto de expansão exige investimentos de US$ 100 milhões, nos próximos dois anos, dos quais cerca de 60% serão aportados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante será capital próprio da CBE, sendo que a própria Basf poderá participar do financiamento.
A tecnologia a ser empregada na nova unidade será da ABB Lumus ou da Raytheon - uma das empresas envolvidas no projeto Sivam, para vigilância da Amazônia.
Das 120 mil t/ano de monômero de estireno produzidas pela CBE, 80% são destinadas à Basf e o restante fornecido a outras indústrias. Enquanto espera a consolidação da expansão da PQU, prevista para este ano, a CBE deverá operar a troca de peças (desgargalamento) da sua linha de produção, para aumentar a capacidade instalada em 40% - um salto das 120 mil t/ano atuais para 168 mil t/ano -, podendo sustentar o crescimento da produção de PS da Basf, com quem tem contrato de suprimento. Hoje, a Basf produz 65 mil t/ano de PS, e até agosto deverá colocar em operação mais uma unidade de 100 mil t/ano do mesmo produto. Ambas as fábricas estão implantadas em São José dos Campos (SP). No ano passado, das 260 mil t desse plástico usado no Brasil, 100 mil t foram importadas. Para a Basf, colocar em funcionamento mais uma unidade em agosto pode ser uma questão de sobrevivência.
A Innova, unidade de PS do pólo petroquímico de Triunfo anunciou, semana passada, no Rio Grande do Sul, e ontem em São paulo, que a partir de setembro colocará mais 120 mil t/ano do material no mercado brasileiro, priorizando as vendas internas. Além delas, a Estireno do Nordeste (EDN, 100% Dow Química), é a única produtora desse plástico no País.


