Goiâsnia, 22 (AE) - A polícia permitiu hoje o acesso da imprensa ao local do cativeiro de Wellington Camargo, em uma chácara a 27 quilômetros de Goiânia. O local é rodeado por muros de 2 metros de altura. No terreno há uma casa, onde ficavam os sequestradores, e um barracão, onde Wellington passou 94 dias preso.
São dois cômodos e um pequeno banheiro. No local foram encontrados um aparelho de som, uma cama de casal com colchão, além de roupas. A casa era coberta por telhas de amianto. No cativeiro, o refém se alimentava principalmente de bolachas e frutas.
O secretário de Segurança Pública de Goiás , Demóstenes Xavier Torres, e o governador Marconi Perillo (PSDB) reuniram hoje à tarde a imprensa, no Palácio das Esmeraldas, para uma entrevista com a dupla Zezé Di Camargo e Luciano. Eles elogiaram o trabalho da polícia. "As prisões são a prova maior que a polícia já estava trabalhando, sabia de tudo, mas estava esperando que o noso irmão ficasse em liberdade", disse Zezé.
Dezoito pessoas já haviam sido presas em três Estados por suspeita de envolvimento no sequestro de Wellington Camargo. O secretário disse que o governo do Estado liberou dois aviões para transportar para Goiânia os oito sequestradores presos em Mato Grosso do Sul. "Como são de alta periculosidade, eles devem ser acompanhados por um agente cada."

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