Curitiba - O Instituto de Bioengenharia Erasto Gaetner (IBEG) desenvolveu um aparelho diferenciado que representa uma inovação nacional na categoria de catéteres totalmente implantáveis usados para tratamento de câncer e de portadores de HIV. O aparelho era desenvolvido apenas na Europa e nos Estados Unidos e serve como acesso permanente ao sistema vascular que não use a punção de vasos sanguíneos periféricos. O uso dele evita complicações como a flebite e a trombose, decorrentes de infusões de medicamentos vesicantes.
Ontem, o IBEG assinou um convênio com as secretarias da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para disponibilizar os catéteres aos preço de custo financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), fazendo com que os pacientes tenham acesso gratuito aos equipamentos. Até hoje, para importar os catéteres, os hospitais pagavam entre R$ 780 e R$ 2,2 mil. O SUS paga R$ 207 (valor em que o aparelho será disponibilizado pelo IBEG). ''Isso irá nos dar mais condições de garantir o atendimento dos pacientes crônicos, beneficiando principalmente os hospitais universitários e os hospitais filantrópicos'', declarou a secretária Lygia Pupatto.
O superintendente da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, Flávio Daniel Tomasich, disse que as populações carentes serão beneficiadas com o convênio. ''Esse convênio vai beneficiar os que mais precisam. Colocaremos agora o catéter que serve para os doentes de câncer, e também para os pacientes renais crônicos e os portadores de HIV'', salientou.

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