Categoria nega falta de união
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de agosto de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - O presidente da Associação dos Motoristas Autônomos de Cascavel e Região (Associavel), Jeová Pereira, negou ontem que falte união entre os membros da categoria. Segundo ele, os caminhoneiros que não aderiram ao movimento nacional estão sendo ''obrigados'' pelas transportadoras e empresas a continuar trabalhando. Ele acrescenta que são poucos os autônomos que permanecem nas estradas. Na região de Cascavel, a estimativa é de que 75% dos motoristas aderiram à greve.
Para convencer aqueles que ainda não aderiram ao movimento da importância de estarem unidos e lutando pelo mesmo objetivo, os caminhoneiros de Cascavel estão se concentrando no chamado ''Trevo Cataratas'', no entrocamento das BRs-277 e 369. Segundo o presidente da Associavel, o maior problema para os caminhoneiros da região é a falta de uma tabela que estipule um preço mínimo para o frete. Atualmente, o frete de Cascavel a Paranaguá está na faixa de R$ 45,00, a tonelada. O problema, segundo ele, é que tão logo a safra seja escoada esse valor cai para menos de R$ 30,00. ''Além disso, as empresas deveriam pagar o mesmo valor na volta. Hoje, o máximo pago na volta é 15 reais'', reclama.


