Categoria é desunidade, diz sindicalista
Curitiba- A falta de mobilização da categoria é um dos impedimentos para que as domésticas tenham voz e vez. A própria presidente do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Paraná, Terezinha da Silva, reconhece a fragilidade da organização por conta da dificuldade em agregar a classe. ''É uma categoria difícil, muito desunida'', admitiu. Mas, mesmo assim, a sindicalista afirma que não desiste de brigar por melhores condições de trabalho. A principal reivindicação é a regulamentação da jornada de oito horas.
''Normalmente, as domésticas trabalham mais que oito horas, não têm intervalo para descanso e não ganham hora extra'', apontou Terezinha. A sindicalista concorda que houve avanço em relação aos direitos trabalhistas, desde que a profissão foi regulamentada. ''O problema é a que a maioria não tem registro em carteira'', complementou. O direito à licença maternidade, por exemplo, foi uma importante conquista. A preocupação, lembrou ela, é a falta de estabilidade ao retornar ao trabalho.
Terezinha não revela o número de filiadas ao Sindicato da Trabalhadoras Domésticas do Paraná, fundado já há 14 anos. ''São poucas as sindicalizadas. Geralmente, elas só nos procuram quando têm algum problema'', disse. A entidade realiza reuniões nos bairros na tentativa de estimular uma maior participação, mas, por enquanto, o resultado tem sido tímido.
Um dos projetos do sindicato, revelou Terezinha, é oferecer cursos de atualização e aperfeiçoamento, o que ainda não saiu do papel por falta de dinheiro. A idéia é repassar orientações sobre como atender o telefone e manusear aparelhos eletroeletrônicos, entre outras coisas, para melhorar a qualificação e a remuneração das domésticas.(A.L.)





