São Paulo, 14 (AE) - Ainda continua sem solução a situação da Catedral da Sé, interditada na quinta-feira por fiscais do Departamento de Controle de Uso de Imóveis (Contru) de São Paulo, por apresentar problemas estruturais, que poderiam colocar em risco a vida dos frequentadores. O diretor do Contru, engenheiro Carlos Alberto Venturelli, esteve reunido hoje à tarde com os engenheiros Fernando Jardim Mentoni e José Eduardo Villarroel Zumiga da Concremat, empresa que cuidou dos problemas estruturais do Templo Bizantino, onde o padre Marcelo Rossi reza suas missas.
"Não avançamos em nada", disse Venturelli. "Pensei que eles iriam apresentar um projeto de estabilização dos blocos e dos vitrais, descarecterizando o risco, mas não trouxeram nada que permitisse a liberação da igreja", lamentou o diretor do Contru. Venturelli informou que até agora não foi "nem apresentado pedido de desinterdição da Catedral". De acordo com ele não há previsão de quando a igreja será liberada. "Essa providência será tomada assim que for apresentado um projeto de recuperação e de descaracterização de risco, pois não há condições de se liberar no estado em que se encontra".
Venturelli disse que esteve novamente na Catedral e constatou que os vitrais estão ameaçando cair. Ele explicou que houve uma acomodação estrutural da igreja, provavelmente devido a passagem do Metrô. "A acomodação provocou trincas em todas as abóbadas, revestidas de tijolos", disse. "O deslocamento está fazendo com que os tijolos caiam no meio da igreja e, para evitar que atingissem os fiéis foi estendida uma tela", informou. As pedras não são concretadas. "Elas foram colocadas uma sobreposta a outra e, com o deslocamento, blocos com cerca de 150 quilos ameaçam cair", disse. "Alguns tijolos já cairam no passeio e por isso interditamos a frente e duas laterais da Catedral". De acordo com Venturelli, um vitral ameaça desabar por inteiro.

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