Zurique - Os atentados e as catástrofes naturais deste ano custaram a vida de cerca 33 mil pessoas, segundo informação da seguradora suíça Swiss Re, em um informe mundial do setor. Dessas 33 mil vítimas, cerca de 15 mil pessoas morreram no terremoto de Gujarat, na Índia, em 26 de janeiro, o que significa quase 5 vezes mais do que as vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro (3.300) em Nova York, Washington e Filadélfia.

Segundo a Swiss Re, 886 pessoas perderam a vida no norte da Argélia, após as tormentas de 10 de novembro. Mas segundo um novo saldo divulgado em 18 de dezembro pelo governo argelino de Ali Benflis, 746 pessoas morreram e 125 desapareceram nessas inundações, o que atualiza o número de vítimas, ou seja 889.

Outras 884 pessoas foram vítimas de terremotos em 13 de janeiro na América Central, a maioria delas em El Salvador, enquanto que 350 pessoas morreram no naufrágio de um navio cheio de imigrantes ilegais, em 10 de agosto deste ano, no Oceano Índico.

Os custos econômicos de todas as catástrofes estão estimados em mais de US$ 115 bilhões, dos quais 32 bilhões foram assumidos pelo setor de seguros, acrescenta a Swiss Re.

É a segunda grande fatura dos últimos dois anos para o setor, que já teve que contribuir extraordinariamente em 2000, após as tempestades de 26 de dezembro de 1999.

As perdas materiais relacionadas aos atentados de 11 de setembro e assumidos pelas companhias de seguro poderão chegar a US$ 77 bilhões, estima Swiss Re.

A companhia de seguros estima que a fatura global dos atentados terroristas nos EUA, que provocou a queda das bolsas no mundo todo, chegará a US$ 90 bilhões.

Estes atentados não foram, no entanto, os únicos acontecimentos que pesaram no orçamento do setor em 2001. Milhares de dólares em danos foram causados por exemplo por apenas um vírus informático, o Código Vermelho, assim como pela explosão de uma plataforma de petróleo nas costas brasileiras.

A tempestade Allison nos Estados Unidos, em 5 de junho de 2001, e os terremotos de El Salvador e Índia provocaram perdas econômicas superiores a US$ 1 bilhão.

Dos US$ 32 bilhões pagos pelos seguradores, US$ 23 bilhões foram destinados a catástrofes causadas pelo homem, e US$ 9 bilhões a incidentes naturais.

Mas os atentados de 11 de setembro foram realmente os mais caros para as seguradoras. Até então, as duas catástrofes mais caras para o setor foram a explosão da plataforma de petróleo Piper Alpha em 1988 (US$ 3 bilhões) e a explosão de uma fábrica petroquímica no Texas em 1989 (US$ 2,9 bilhões).

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