CATÁSTROFES NATURAIS Defesa Civil amplia gerenciamento de risco
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sábado, 06 de agosto de 2011
Marian Trigueiros <br>Reportagem Local 
Catástrofes ambientais não estão ligadas somente aos desastres naturais, mas também aos humanos, tecnológicos e biológicos. ''A maior preocupação, entretanto, até mesmo pela cultura brasileira, é voltar os olhos, quase que exclusivamente, aos naturais. Os impactos destes podem ser minimizados, mas, dificilmente evitados, diferente dos de natureza humana, como no caso de incêndios florestais, derramamento de produtos químicos'', lembrou o capitão da Defesa Civil, Eduardo Pinheiro.
Por isso, continua ele, é fundamental a mudança de comportamento da população e, principalmente, o aprimoramento das instituições de prevenção e diminuição dos efeitos das catástrofes. ''O trabalho entre secretarias de ambientes, Polícias Militares, Corpo de Bombeiros, Sistemas de Metereologia, lideranças locais, precisam estar sintonizados a uma finalidade, ainda que atuem em diferentes frentes de trabalho'', apontou Pinheiro.
Mapeamento de risco
De 1º de janeiro de 2004 a 17 julho de 2011, a Defesa Civil do Estado registrou 914 ocorrências de desastres humanos - sendo 81% oriundos de produtos perigosos - contra 1.658 desastres naturais, no mesmo período. ''Lembrando que todos impactam em prejuízos econômicos'', afirmou. Estes e outros números constam no sistema de mapeamento de riscos coordenado pelo órgão.
O sistema possui um banco de dados, o qual contém relatório de todos os desastres ocorridos no Estado desde 1980. O mapeamento permite traçar características de todas as regiões do Estado com a análise do comportamento geológico durante os anos. ''Se determinado solo consegue absorver uma quantidade de água, no caso de uma previsão de chuva forte, por exemplo, será possível avaliar se pode haver risco de desastre ou não, mediante o cruzamento dos dados'', explicou Pinheiro.
No mapeamento da Defesa Civil, de 1980 até 14 de abril de 2011 foram registrados 4.550 desastres, sendo que deste total 29,56% referem-se a vendavais ou tempestades, 14,11% a enchentes ou inundações graduais, 8,02% a enxurradas ou inundações bruscas e 1,82% a escorregamentos ou deslizamentos. Estes e outros dados deverão ser compilados nos próximos quatro anos.
Essa compilação servirá de base para o Sistema de Gerenciamento de Risco, sendo que uma das interfaces será a ''sala de situação'', com monitoramento 24 horas de agentes de vários segmentos. A previsão é que a sala entre em funcionamento já no ano que vem e todo o sistema em quatro anos.
Plano de Contingência
A lei 12.340/2010 regulamenta o Sistema Nacional de Defesa Civil (Sindec) e tem como objetivo planejar, articular e coordenar as ações de defesa civil em todo o território nacional. Dessa forma, em tese, todos os municípios deveriam possuir um Plano de Contingência com itens como ações de prevenção (mapeamento dos riscos), de resposta e reconstrução. Em Londrina, algumas ações são contempladas pelo Plano Diretor do Município. Entre os itens está o estabelecimento de regras para permissão de áreas de ocupação e impermeabilização do solo. (M.T.)


