Catástrofe aérea foi a mais grave da região
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de julho de 2002
Agência Efe 
Genebra - A catástrofe aérea ocorrida segunda-feira em Uberlingen, na qual 71 pessoas morreram, é a mais grave registrada na região do lago de Constanza, fronteiriça entre a Alemanha e a Suíça, segundo a empresa suíça Skyguide, responsável pelo controle aéreo dessa área há mais de 40 anos.
Por delegação das autoridades alemãs, a Skyguide, com sede em Genebra, é a encarregada de controlar o tráfego aéreo no sul do país vizinho, assim como na região leste da França, próxima à Genebra, e dos vôos, tanto civis quanto militares, da Suíça.
Nos últimos meses, especulou-se sobre a possibilidade de que a Skyguide deixe de controlar o sul alemão, já que este sistema depende de acordo aéreo geral entre a Suíça e a Alemanha, cuja renovação acaba de ser recusada pelos Parlamentos de ambos os países.
As autoridades já anunciaram que o Escritório Suíço de Investigação de Acidentes Aéreos vai interrogar os funcionários da Skyguide para tentar determinar com precisão as causas do acidente.
Segundo os dados da Skyguide, nos últimos 40 anos aconteceram três acidentes graves, embora nenhum da magnitude do ocorrido anteontem à noite, quando passageiros Túpolev 154, que viajava de Moscou para Barcelona, e de um Boeing 757 de carga, colidiram em vôo.
Em 1994, um Cessna 425 alemão fracassou em uma tentativa de aterrissagem de emergência e caiu no lago, no qual se afogaram seus cinco ocupantes, enquanto que em 1989, as 11 pessoas que viajavam em um Commander AVC 90 da companhia austríaca Rheintalflug morreram quando a aeronave tentava pousar no aeródromo de Altebrhein.
O acidente mais antigo foi em 1957, quando um DC 3 da companhia suíça Swissair caiu no lago durante um vôo de treino e seus nove passageiros morreram.


