Curitiba- No final de março de 2004, um ciclone raro, batizado de Catarina, atingiu o Sul de Santa Catarina e o Norte do Rio Grande do Sul. Com velocidade de até 150 quilômetros por hora, o ciclone atingiu 26 cidades nos dois estados, destelhou casas, resultando em centenas de desabrigados e duas mortes. O ciclone também provocou fortes rajadas de vento e chuva no Litoral dos dois estados.
Segundo o metereologista Itamar Moreira, do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o que ocorreu em 2004 foi um fenômeno bem diferente do tornado que assolou Criciúma na segunda-feira. ''A principal diferença é o tamanho. Em 2004 o fenômeno atingiu 26 cidades. Dessa vez os tornados atingiram só uma parte de Criciúma. Em algumas ruas, o tornado chegou a destruir casa de um lado e do outro não fez nada'', explicou.
Em 2004, Criciúma foi a cidade mais atingida e teve estado de emergência decretado.
Cuidados O meteorologista Mamedes Luiz Melo, do Instituto Nacional de Meteorologia, dá algumas dicas para a população se precaver de um tornado. ''A população deve, em primeiro lugar, tentar perceber de que direção o tornado está vindo. Se ele vier do norte para o sul, a orientação é fechar as portas e janelas da casa que estão do lado norte e deixar as portas e janelas do sul abertas para que o vento não pressione as paredes da casa. Pequenos objetos devem ser guardados porque o tornado, além de sugar, joga-os para o alto. A melhor maneira de se proteger é fazer abrigos subterrâneos, considerados mais seguros, e ficar lá até o tornado passar'' orientou o meteorologista. (M.G. com Agência Globo)

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