Catador de latas queima dois menores em Brasília
Agência Estado
De Brasília
O catador de latas Jorge Martins dos Santos, de 39 anos, jogou gasolina e ateou fogo em três menores de rua, ontem. O grupo dormia na calçada da quadra QSA 03, em Taguatinga Sul, a 25 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. Um dos três garotos, R.A.F., de 16 anos, teve queimaduras de segundo e terceiro graus da cintura para cima. M.P.S., de 10 anos, sofreu queimadura leve nos dedos e M.R.N., de 16, saiu ileso.
O crime foi às 5 horas. A Polícia Civil de Brasília prendeu Santos às 15 horas. Ele disse na delegacia que ficou chateado por não ter conseguido matar os garotos. O catador de latas já havia cumprido pena de 10 anos, no Presídio da Papuda, em Brasília, por homicídio, furtos e atentado ao pudor.
O delegado afirmou que os depoimentos dos garotos queimados ontem foram importantes para chegar ao suspeito. Na semana passada, Santos tinha prometido matar R.A.F., porque ele o teria denunciado à polícia. Ontem ele foi a um posto e comprou 2 litros de gasolina. Depois, ameaçou os garotos com uma faca, jogou o combustível e ateou fogo neles.
Em abril de 1997, jovens da classe média, de Brasília, atearam fogo no índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, que dormia num ponto de ônibus. O índio morreu em consequência das queimaduras.
Bebê Gabriel Maciel Pierre Pontes, de oito meses, morreu ontem ao ter a cabeça prensada entre o piso do elevador e a laje do segundo andar do edifício J, da Quadra 211 Sul, em Brasília. O corpo ficou preso seis horas no elevador
pois a operação foi considerada difícil pelos bombeiros, exigindo a presença de quatro viaturas e vários homens.
A empregada doméstica Maria Valdemir Barbosa dos Santos, de 16 anos, entrou no elevador com o menino, por volta das 8h40. O bebê caiu do carrinho e foi prensado pelo pescoço, quando o elevador subia, de porta aberta. O corpo ficou dentro do elevador e o crânio, parcialmente esmagado, preso ao teto da laje do segundo andar.
O elevador, fabricado há 30 anos, estava em revisão e não havia placa avisando os moradores. A empresa que fazia a revisão, a Well Elevadores, informou que não vai se pronunciar até conclusão da perícia técnica. O mecânico que fazia a manutenção fugiu do local na hora do acidente e a Well mandou outro técnico, que quase foi linchado.





