Brasília, 14 (AE) - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, afirmou hoje que o presidente Fernando Henrique Cardoso lhe disse, durante audiência no Palácio do Planalto que, se ficarem comprovadas as acusações de acordo com as quais o delegado João Batista Campelo
novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), teria participação na tortura do ex-padre José Antônio Magalhães Monteiro, "tomará as devidas providências". Castro, que ressaltou não conhecer detalhes do caso, afirmou que "quem, como autoridade presenciou sessão de tortura é, no mínimo, cúmplice do crime, e tem responsabilidade direta". "Se ficar comprovado, ele (delegado Campelo) não pode ficar no cargo", prosseguiu Castro, que afirmou ser preciso verificar se há provas porque não se pode acusar levianamente. O presidente da OAB acentuou que a entidade está acompanhando o caso.

mockup