Havana, 30 (AE-ANSA) - O líder cubano, Fidel Castro, afirmou hoje (30), durante uma cerimônia em Havana realizada para comemorar os 50 anos da República Popular da China, que "apenas o socialismo pode resolver os problemas do mundo".
Fidel disse que a China tem demonstrado grandes avanços depois de ter sofrido graves conflitos até 1949, além de bloqueios impostos por mais de 20 anos por países ocidentais.
"Tudo isso (os avanços chineses) foi possível a partir de uma ideologia política, de uma ciência política, a partir do marxismo-leninismo aos quais se agregaram os esforços de Mao Tsé-tung e Den Xiao Ping", afirmou Fidel.
O líder cubano classificou a China como "um exemplo de revolução" porque soube resolver os problemas fundamentais de sua população e, ao mesmo tempo, é uma forte aliada dos países do Terceiro Mundo.
Fidel também elogiou o papel da China no Conselho de Segurança das Nações Unidas e a necessidade de se reestruturar e democratizar esse organismo mundial.
O líder cubano reiterou que a evolução da China é parte da história do socialismo, de uma doutrina marxista, "que também tornou possível nossa heróica proeza de resistir a 40 anos de bloqueio econômico".
Cuba foi o primeiro país latino-americano a estabelecer relações diplomáticas com a China em 28 de setembro de 1960, oito meses depois do triunfo da revolução castrista.
Em 1961, Fidel declarou o "caráter socialista" da revolução cubana, dando início a um conflito ideológico com os Estados Unidos que se mantém até hoje com um severo bloqueio econômico por parte do país do norte.

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