RIO - Castor de Andrade morreu, aos 71 anos, acusado de envolvimento com tráfico de drogas, formação de quadrilha, homicídios e contrabando. Era um homem de temperamento explosivo e não admitia que o desrespeitassem. Dono de várias empresas no bairro de Bangu, na zona oeste, e também na Bahia, foi patrono do Bangu Atlético Clube e da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. ‘‘Ele pagou o funeral de minha filha sem que eu pedisse qualquer ajuda, um homem bondoso e humano’’, resumiu Edgard Buga, de 68 anos, administrador do estádio do Bangu. Segundo o presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel, Jorge Pedro Rodrigues, de 41 anos, ‘‘Castor era um homem voltado para o social’’.
Buga guarda outras lembranças de Castor. Ele conta que o capo da contravenção era reverenciado por todos no bairro e que não pensava duas vezes ‘‘em pôr as mãos no bolso’’. ‘‘Ele pagava a passagem de quem queria sair do Rio, custeava o conserto de carro de muita gente e mandava acertar o atraso do aluguel de outros, era um pai’’.
No clube e na quadra da Mocidade é possível ver o símbolo de um castor espalhado por todos os lados. Sua influência no desfile da escola era tão grande que ele chegava a investir quase R$ 800 mil por ano para que a Mocidade tivesse condições de disputar o título do carnaval carioca.

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