A legalização dos cassinos no Brasil foi um dos principais assuntos discutidos durante o Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), realizado entre os dias 29 de novembro e 4 de dezembro, no Hotel Rafain Palace, em Foz do Iguaçu.
Segundo o presidente da confederação, Moacir Roberto Auersvald, a regularização do jogo é uma antiga reivindicação do orgão. ‘‘Nós lutamos por isso há dez anos’’, diz.
A expectativa da Contratuh é de que, com a liberação dos cassinos, sejam gerados 170 mil empregos em todo o País. Para Auersvald, a abertura de casas de jogos também aumentaria a arrecadação de impostos, o que permitiria o crescimento das cidades onde esses estabelecimentos estariam localizados.
A justificativa da confederação para apoiar a abertura dos cassinos é o grande número de jogos de azar mantidos pelo próprio governo. ‘‘A Caixa Econômica Federal tem diversos jogos’’, argumenta Auersvald. Ele diz que o jogo está presente até na vida da igreja. ‘‘Os bingos religiosos existem por todo lado.’’
O projeto de lei que pede a liberação dos cassinos no País ainda está em tramitação no Congresso. Mas, caso seja aprovado, Foz do Iguaçu vai ser uma das cidades brasileiras que mais vai ganhar com isso.
Para o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro de Foz do Iguaçu, Telmar Schossler, a abertura iria incrementar a economia da região. ‘‘Esses turistas que vêm jogar nos países vizinhos começariam a jogar no Brasil.’’Ney de Souza‘‘Regularização do jogo é uma antiga reivindicação da Contratuh’’, diz Moacir Roberto AuersvaldJosé Russo
Especial para a Folha

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