Dois homicídios
A kaingang Maria de Lurdes Jacinto Borges foi encontrada morta no dia 12 de junho em uma casa em construção em Coronel Domingos Soares (Centro-Sul). A vítima foi morta a pauladas e tijoladas. O autor do homicídio contou que teve relações sexuais com Maria antes de matá-la.

O kaingang Ari Pires foi morto a tiros em um confronto durante a escolha de um novo cacique da aldeia de Queimadas, em Ortigueira, em 4 de setembro.

Uma tentativa de homicídio
Um adolescente guarani foi espancado por seis rapazes em Santa Amélia (Norte Pioneiro) em dezembro.

Seis homicídios culposos
A Polícia Rodoviária Federal divulgou que nove indígenas de várias etnias foram atropelados nas rodovias paranaenses durante o ano passado. Seis casos redundaram em morte.

Casos de falta de assistência
No dia 6 de agosto, guaranis bloquearam a ponte Ayrton Senna, na divisa entre o Paraná e Mato Grosso do Sul, pedindo um posto de saúde e médicos.

O Ministério Público Federal impetrou ação civil pública por causa do atendimento médico aos guaranis e kaingangs em São Jerônimo da Serra (Norte Pioneiro). O MPF constatou problemas na aplicação dos recursos destinados à atenção básica.

Comunidade avá-guarani de Terra Roxa (Oeste) estavam em situação de miséria extrema. Além da falta de comida e de fornecimento de água, a estrutura de saúde e educação da comunidade era muito deficiente.

Na aldeia Rio das Cobras, em Laranjeiras do Sul (Centro-Oeste), em função das precárias condições de subsistência nas áreas e pelas dificuldades na venda do artesanato, a população indígena foi obrigada a procurar compradores em cidades distantes. Durante o êxodo, os índios dormiram ao relento.

Em São Jerônimo da Serra, os indígenas da etnia kaingang reivindicaram a instalação de uma bomba de água para abastecer a aldeia que vive crônico problema de abastecimento de água.

Na aldeia kaingang Marrecas, em Turvo (Centro-Sul) os indígenas pagaram por muito tempo uma taxa de iluminação pública sem que o serviço fosse oferecido. O caso foi denunciado pelo Ministério Público.

Fonte: Relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil

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