O número de pessoas infectadas pelo zika vírus no Paraná aumentou de 136 (segundo boletim divulgado na última quinta-feira) para 190 casos, conforme atualização feita pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O informativo, publicado no início da noite de ontem, destacou que 16 gestantes já foram diagnosticadas com zika no Paraná, entre agosto do ano passado e março deste ano. Do total de mulheres infectadas, oito moram na cidade de Colorado e as demais nos municípios de Curitiba, Irati, Campo Mourão, Paranavaí, Maringá, Londrina, Rancho Alegre e Santa Helena.
O caso registrado em Londrina foi o que mais chamou a atenção da superintendente de Vigilância em Saúde da secretaria estadual, Cleide Oliveira. A infecção pelo vírus causou um aborto espontâneo na 14ª semana de gestação. "Isso nos assusta muito porque nós temos 16 gestantes que foram diagnosticadas com zika. Uma delas, inclusive, teve o bebê e está bem porque adquiriu o zika no final da gestação. Até o momento não temos nenhum resultado positivo para a malformação [encefálica]", ressaltou.
Conforme o secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, a paciente de Londrina tem 37 anos e continua sendo acompanhada pelas equipes de saúde. "O caso estava sob investigação desde o início do mês. O exame feito pela paciente confirmou a existência do vírus, mas para o feto o resultado deu negativo. Ela está bem, na medida do possível", informou. Ao todo, Londrina apresenta dez casos de zika, sendo nove autóctones (adquiridos na própria cidade).
Em todo o Paraná, o número de casos de dengue saltou de 14.408 (no boletim anterior) para 15.946. Vinte e sete desses casos resultaram na morte de pacientes. Os últimos sete óbitos foram confirmados em Foz do Iguaçu (onde ocorreram quatro mortes), Paranaguá, Medianeira e Santa Terezinha de Itaipu.
O número de municípios que enfrentam epidemia da doença aumentou de 32 para 36. A lista agora inclui as cidades de Capanema, Itaipulândia, Quedas do Iguaçu e Porecatu. Os municípios em epidemia apresentam uma proporção de 300 ou mais casos confirmados de dengue para cada 100 mil habitantes. As infecções por chikungunya em todo o Paraná saltaram de 32 para 40 casos, sem mortes.

AÇÕES
A superintendente de Vigilância em Saúde da secretaria estadual, Cleide Oliveira, lembrou que o diagnóstico precoce e a eliminação dos criadouros do mosquito são prioridade no controle da epidemia. "Estamos tendo um seminário com profissionais e pesquisadores de Pernambuco para que eles possam detalhar a experiência deles no dia a dia, no diagnóstico de crianças com microcefalia. Lá, 1.200 estão em acompanhamento. O combate ao Aedes é um compromisso de todos, do poder público e da comunidade. Precisamos eliminar os criadouros", reforçou. O Estado recebeu, nesta semana, 12 mil litros do inseticida utilizado nos veículos de fumacê. No entanto, 20 mil litros ainda estariam pendentes. "A aplicação do veneno é apenas uma das ações. Precisamos que a população nos ajude a eliminar os focos", alertou.

mockup