Londrina – Em um período de 30 dias, dois professores de informática da rede municipal de ensino de Londrina foram presos acusados de pedofilia contra alunas. Os casos têm chamado a atenção das autoridades e servem de alerta, sobretudo, ao pais, que precisam estar atentos para detectar mudanças nas atitudes dos filhos, que podem indicar possíveis abusos.
No dia 30 de agosto, um professor, de 65 anos, do distrito rural de Guairacá, na zona sul, teve a prisão preventiva decretada após pedido do Ministério Público (MP). Ele teria abusado de três meninas, entre 9 e 11 anos, dentro da escola. O servidor trabalha na rede municipal desde 1976. O inquérito policial foi instaurado na Delegacia Mulher e tem prazo de 30 dias para ser concluído, em virtude de se tratar de crime hediondo.
"Estamos apurando a possibilidade de haver outras vítimas também. Em todos casos semelhantes a esse, o acusado se vale da confiança da vítima para agir", frisou a promotora da 6ª Vara Criminal, Susana Lacerda.
No dia 1º de agosto, um professor que trabalhava e morava no distrito de Lerroville (zona sul), foi autuado em flagrante por ter abusado de uma aluna de 9 anos durante uma gincana no colégio. Ele foi denunciado pelo MP pelo crime de estupro de vulnerável contra duas meninas. O segundo abuso teria acontecido em 2012. Um novo inquérito policial foi aberto na Delegacia da Mulher para investigar possíveis outras vítimas. Ambos os suspeitos estão presos na unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
Segundo a secretária municipal de Educação, Janet Thomas, os casos preocupam a administração e uma reunião foi realizada na busca de alternativas para coibir novos casos. "Concluímos que o que podia ser feito já havia sido realizado, já que todos os professores da rede tiveram palestras com psicólogos sobre educação sexual. A ação preventiva foi realizada", frisou. "É difícil fazer uma orientação específica apenas para os professores homens. O que orientamos é para evitarem ficarem sozinhos com um aluna dentro da sala e, quando for necessário, manter sempre a porta aberta."
A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, Lúcia Cortez, garante que é realizado um trabalho constante com diretores, professores e pedagogos para prevenir e detectar quando acontece algo. "Sempre estamos em parceria com a rede de proteção e orientamos tanto os profissionais como a família para manterem um diálogo aberto com os alunos e ficarem atentos a qualquer mudança de comportamento ou expressão", relatou. "Na rede estadual temos alunos mais velhos, que normalmente informam com mais rapidez algum problema, apesar disso é preciso manter a atenção."
Os dois professores foram automaticamente afastados do trabalho em sala de aula e, se saírem da prisão, desempenharão funções administrativas até o encerramento das investigações.

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