Casos de microcefalia sobem 10% no País
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Natália Cancian<br>Folhapress 
Brasília - O número de casos confirmados de recém-nascidos com microcefalia e outras más-formações do sistema nervoso central cresceu cerca de 10% em uma semana e já chega a 508, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde divulgados ontem.
São casos em que exames apontam, em geral, uma má-formação no cérebro dos bebês possivelmente associada a uma infecção congênita (transmitida de mãe para filho). Relatório anterior apontava 462 casos. Ao contrário das últimas semanas, o Ministério da Saúde não divulgou ontem o número de bebês que já tiveram resultado positivo para o vírus da zika exames feitos para investigar as possíveis causas da má-formação. Até a última sexta-feira, 41 tiveram esse diagnóstico. Questionada, a pasta informa que a decisão por não divulgar os casos relacionados ao zika ocorre devido a mudanças no protocolo de notificação dos casos, feitas após consultas a especialistas.
O ministério não informou, porém, os motivos da mudança. No boletim divulgado com os números atualizados, a pasta diz apenas que "está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central e a possível relação com o vírus zika e outras infecções congênitas". Entre as infecções que entram nesse último grupo estão sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral. O número de casos confirmados para essas outras causas também não foi divulgado. Procurado pela reportagem, o ministério disse considerar que a maioria dos casos já confirmados esteja relacionado ao vírus da zika, identificado no Brasil no início de 2015.


