Beatriz Coelho Silva
Agência Estado
Do Rio
Apesar de quatro crianças terem morrido nas duas últimas semanas (três delas este ano) de meningite meningocócica e 13 casos terem sido registrados no período, a Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio não considera que esteja ocorrendo um surto. Segundo a coordenadora, Mari Baran, o número de casos da doença vem diminuindo progressivamente. Até dezembro passado, houve 264 casos, contra 335 em 1998 e 404, em 1997.
Os dados da Secretaria Estadual de Saúde, obtidos junto às prefeituras e repassados ao Ministério, indicam que houve 476 casos de meningite em todo o Estado até novembro de 1999, 734 casos no ano anterior e 897 em 1997. O número de mortes também tem caído na mesma proporção e, por isso, Mari Baran acha prudente verificar o comportamento da doença este mês antes de falar em epidemia ou surto. ‘‘Mesmo assim estamos atentos para mandar uma equipe a cada lugar onde for encontrada uma pessoa doente’’, disse.
As quatro crianças mortas na última semana moravam em bairros diferentes o que, para Mari Baran, indica que não há um foco da doença em alguma região da cidade. O avô de um dos meninos mortos, o médico Carlos Bacelar, concorda que não há um surto.
O caso de Werson surpreendeu toda a família por ser atípico. Filho de uma médica e um juiz, ele não tinha os problemas comuns a outras vítimas da doença: não era subnutrido, vivia em uma boa casa e não tinha sofrido qualquer tipo de acidente. Além disso, sua irmã, também pequena, não se contaminou.

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