Casos de dengue obrigam governo a reforçar combate
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segunda-feira, 15 de outubro de 2001
Sônia Cristina Silva<br> Agência Estado<br> De Brasília 
Até meados de setembro, o Brasil registrou 340 mil casos de dengue, 100 mil a mais do que no ano passado. O crescimento da doença levou o Ministério da Saúde a intensificar ações de controle. O governo agregou R$ 115 milhões aos R$ 360 milhões já destinados ao combate ao mosquito Aedes aegypti. A meta é reduzir o número de ocorrências pela metade até o final de 2002. Por outro lado, houve redução da malária na Região Amazônica.
A estratégia de combate à dengue inclui uma intensiva campanha de esclarecimento da população. Iniciada no dia 5, ela será veiculada até setembro do próximo ano. O objetivo é estimular o brasileiro a evitar os criadouros do mosquito nas residências. De acordo com o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Mauro Ricardo Costa, 90% dos focos do Aedes aegypti são domiciliares.
Setenta por cento dos casos da dengue em 2001 foram registrados no Amazonas, no Rio Grande do Norte, no Ceará, Rio de Janeiro, Goiás e em São Paulo, que até o final do agosto somavam 51.115 ocorrências de dengue. Costa disse que houve prefeituras que descuidaram das ações de prevenção por causa das eleições municipais. Foi o caso, segundo ele, de Barretos e Santos. Além disso, o clima quente ajudou a proliferação do mosquito.
Os recursos do Programa de Combate à Dengue serão usados em reequipamento das secretarias de saúde, capacitação de pessoal e em saneamento. Somente para a campanha serão investidos R$ 20 milhões.
No primeiro semestre deste ano o Brasil registrou uma queda de 43% nos casos de malária na Região Amazônica, em relação ao mesmo período do ano passado. No Amazonas, essa queda foi de 76% e de 61% no Acre. No Amapá, onde o programa de controle da doença não foi implantado no ano passado, houve aumento de 56% das ocorrências. ''Essa vitória da saúde pública, deve-se a uma decisão política e a integração de esforços e de mobilização técnica dos governos'', afirmou Hidelbrando Luiz da Silva, diretor científico do Centro de Pesquisa de Medicina Tropical, de Rondônia.


