Belém, 26 (AE) - A identificação de quatro casos de dengue hemorrágica em Caiena, capital da Guiana Francesa, está preocupando os técnicos do Instituto Evandro Chagas, de Belém. Eles temem que o vírus do tipo 3 da dengue - a hemorrágica - possa estar entrando no Norte do Brasil através daquele país, passando inicialmente pelo Amapá.
O técnico da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) Paulo de Tarso Vilarinhos diz que nos Estados do Norte, onde os tipos 1 e 2 da dengue benigna já estão instalados, a situação exige medidas preventivas para evitar que a forma hemorrágica chegue na região. "Se isso vier a ocorrer, teremos casos mais graves da doença entre as pessoas da população que já foram picadas pelo mosquito Aedes aegypti".
A dengue hemorrágica pode levar à morte. Os sintomas iniciais são os mesmos da dengue comum. A diferença é que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos. A pressão cai, os lábios ficam roxos e a pessoa sente fortes dores no abdômen. Em alguns momentos, fica sonolenta. Em outros, muito agitada.
Vigilângia - O diretor da Funasa no Pará, Amiraldo Pinheiro, informou que a vigilância nos portos e aeroportos do Estado será intensificada para evitar a entrada de pessoas contaminadas pela dengue hemorrágica. "O trabalho será feito de forma integrada entre todos os órgãos ligados à saúde pública para formarmos um cinturão de proteção contra o tipo 3 da dengue".
O maior temor dos técnicos é quanto à possibilidade do surgimento de uma epidemia. No Pará, somente nos últimos dois anos, cerca de 34 mil pessoas foram contaminadas pelos dois tipos benignos da dengue. Segundo o Evandro Chagas, apenas em janeiro, foram registrados 180 casos da doença em Belém.

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