Casos de dengue caem 95% no Paraná
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os casos confirmados de dengue no Paraná caíram 95% em um ano. Entre agosto de 2011 e fevereiro de 2012 foram 386 casos confirmados da doença no Paraná, enquanto que, de agosto de 2010 a fevereiro de 2011, os registros ficaram em 7.672. Do total de casos do último período, 309 são autóctones (em que a contaminação ocorreu dentro do Estado) e 77 são importados. No período anterior, a quantidade de autóctones ficou em 7.486, e 186 eram importados. Em relação aos casos graves, a queda chegou a 97,6%, passando de 85 para dois casos entre um período de sete meses e o o outro.
Até este mês, de acordo com a Sesa, Londrina tem 38 casos confirmados de dengue, um a menos que Foz do Iguaçu (39), a cidade com mais registros no Estado. No último boletim divulgado no ínicio do mês, Londrina estava em primeiro na quantidade de ocorrências (38), e Foz aparecia em segundo, com 32 casos. Das 38 confirmações em Londrina, 36 são autóctones e duas são importadas. O total de notificações na cidade chegou a 2.933.
Na 17 Regional de Saúde, que abrange Londrina e mais 19 municípios, ocorreram 7.670 notificações, sendo 130 casos confirmados - 123 autóctones e sete importados. Os números detalhados do restante do Paraná serão divulgados somente hoje pela Sesa.
Mas apesar da queda registrada em todo o Estado, destaca Sezifredo Paz, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), a atenção segue sendo primordial no combate à doença, principalmente em relação à destinação dos resíduos sólidos. Segundo a Sesa, a fragilidade na gestão do lixo nos municípios é apontada como a principal causa para a existência do criadouro do mosquito Aedes aegypti no Paraná. Em 2011, dos 12 milhões de depósitos que poderiam acumular água e se tornarem criadouros da dengue, 53% eram consequência do descarte irregular de lixo, como copos descartáveis, garrafas pets, sucata etc.
''Estamos em uma situação bem melhor que a registrada no levantamento anterior, entretanto, não se pode descuidar da prevenção. O risco ainda existe, não podemos tapar o sol com a peneira. Temos municípios que estão em alerta'', destacou Sezifredo.
Em Londrina a situação também é de alerta. Para Djamedes Maria Garrido, diretora da 17 Regional de Saúde, a destinação do lixo ainda não é tão eficaz na região. Com isso os resíduos servem como criadouro e continuam sendo motivo de preocupação. ''O monitoramento da doença prossegue e é uma das prioridades da regional. Já conversamos com o secretário de Saúde para discutir como se pode melhorar a situação do lixo. Infelizmente a má destinação dos resíduos em alguns bairros acaba servindo de criadouro e tivemos a garantia de apoio neste sentido'', explicou. ''Também temos acompanhado a situação de outros municípios da região, como Alvorada do Sul, Florestópolis e Assaí'', informou.
Os novos números da dengue foram apresentados ontem, na 1. reunião do Comitê Gestor Intersetorial para o Controle da Dengue em 2012, em Curitiba, que reuniu representantes de todas as regionais de saúde e de órgãos que colaboram no combate à doença no Estado.


